sábado, 16 de dezembro de 2006

O prometido é devido...

Presépio sempre!


Hoje os olhos tristonhos, levemente,
Num toque de cristal aqui, além,
Caminham entre as ruas lentamente
Entoando cantos: Hinos a Belém!

As montras enfeitadas, lindamente,
De luzinhas, presépio que contém
Imagens belas, nossas, de contente
Respiram preces altas só de bem!

É preciso Natal aqui, agora
Onde num coração triste inda mora
A fome, o frio, a guerra - sou humano -

Nestes versos singelos eu vos peço:
- Derrubem o profundo onde tropeço
E que o presépio dure todo o ano!


António José Ribeiro

2 comentários:

nandacml disse...

Gostei muito destes versos.
Já condiz mais com a época Natalícia.
Mas fica uma pergunta no ar:
Será que há presépio todo o ano?
Deveria haver, mas isso só depende de cada um de nós.
Está dentro de nós, haver Natal e Presépio todos os dias do ano e não resumir-se a umas escassas 24 horas. Isso é um Natal hipócrita, um Natal de consumismo e de excessos.Este não é, sem dúvida, o meu Natal.
Natal é Cristo que nasce dentro de cada um de nós (ou renasce)!
Um Santo e Feliz Natal para o Prof. António e sua Familia e para toda a Família deste Conservatório.

P.S. Continue a escrever estes poemas que devem sair do coração.

AntonioPacheco disse...

«Natal é sempre o fruto que há no ventre da mulher»
Um Natal muito Feliz para o Conservatório do Vale do Sousa! E um ano de 2007 que traga muitas realizações.