quinta-feira, 15 de maio de 2008

O meu agradecimento*

Soneto de fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zêlo , e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encato
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquante dure.
Vinicius de Moraes
*(porque gosto particularmente...)

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